terça-feira, fevereiro 20, 2018

TURISMO CULTURAL E MILITAR



Muitos de nós fomos surpreendidos pela notícia da criação duma rede de turismo militar para o médio Tejo (ReTurMil), por parte do Ministério da Defesa. Este processo estará em fase de aprovação, e prevê-se que já no final do próximo ano a rede estará operacional a 70% a 80% das instalações abrangidas, entre as quais se encontra o Convento de Cristo (Tomar).

É muito curioso que tudo isto esteja a ser preparado sem o envolvimento do Ministério da Cultura, até porque parece que o Convento de Cristo está sob a sua alçada, mas mais estranho é o facto de ainda há pouco tempo se ter alegado que existem grandes faltas de pessoal na instituição militar, até para guardar paióis, e agora se estar a pensar em desviar militares para a actividade turística, e evidentemente para a segurança dos equipamentos militares durante as visitas dos grupos de visitantes.

Outra curiosidade prende-se com os 4 eixos temáticos sobre os quais vai assentar a ReTurMil: Templários, Descobrimentos, Invasões Francesas e Primeira Guerra Mundial. Com esta abrangência toda penso que quase todos os mosteiros, conventos, palácios, castelos e outros monumentos podem “encaixar” no conceito, quando ele ultrapassar esta zona piloto.



domingo, fevereiro 18, 2018

MAFRA - REFEITÓRIO DOS FRADES

Na sequência de outros artigos, aqui ficam imagens de mais uma sala que se encontra fora do percurso da visita normal ao Palácio Nacional de Mafra.

A zona conventual tem algumas das mais belas e majestosas salas deste edifício, mas a permanência de militares no mesmo, e a falta de capacidade do Ministério da Cultura para tomar nas suas mãos a posse e a manutenção destes espaços torna quase impossível a sua fruição pelos visitantes.

Estes artigos não têm qualquer intenção de criticar a Escola de Armas, que lá se encontra, mas acho que devem ser dadas instalações condignas aos militares, e que este monumento nacional deve poder ser visitado por quem assim o desejar.

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sexta-feira, fevereiro 16, 2018

MAFRA - COZINHA CONVENTUAL

Tenho aqui mostrado algumas salas do Palácio de Mafra, que apesar da sua importância e beleza, estão excluídas do circuito de visitas, o que é uma pena. Não existe qualquer possibilidade de fazer uma leitura minimamente correcta deste edifício, que durante cerca de um século abrigou um convento com aproximadamente 300 frades, sem se poder admirar as salas utilizadas na vida normal do convento. 

Leia mais AQUI e AQUI


quarta-feira, fevereiro 14, 2018

segunda-feira, fevereiro 12, 2018

OS DISCURSOS ENGANOSOS



O governo e quem o apoia, têm vindo a terreiro dizer que a situação dos trabalhadores portugueses tem vindo a melhorar nos últimos dois anos, e que os tempos de austeridade estavam ultrapassados, o que parecia indicar que não só estavam repostos os rendimentos do trabalho, como também já estaríamos em melhor situação do que no início da crise.

A oposição, bastantes comentadores, e as organizações patronais, também encheram a boca com os tais “aumentos generosos dos salários” que podem vir a comprometer a economia nacional. Até parecia que os rendimentos do trabalho tinham aumentado mais do que a economia nacional.  

Afinal um relatório da Comissão Europeia veio deitar um balde de gelo nesta mentira tantas vezes repetida, e nele se afirma sem rodeios que o rendimento bruto das famílias continua a ser inferior ao nível de 2008, o ano do início da crise.



sábado, fevereiro 10, 2018

MAFRA – SALA ELÍPTICA OU DO CAPÍTULO

Conforme disse no último post o grande edifício de Mafra tem algumas salas verdadeiramente fantásticas cuja visita não é possível, a não ser em ocasiões especiais.

A Sala do Capítulo, também conhecida como Sala Elíptica, devido à sua forma, é um prodígio na propagação do som, pois pode falar-se baixo em qualquer ponto que seremos escutados onde quer que estejamos dentro deste espaço.


Esta é apenas mais uma das salas cuja visita nos está vedada devido à partilha deste monumento por mais do que uma entidade.


quinta-feira, fevereiro 08, 2018

MAFRA – SALA DOS ACTOS

Durante muitos anos conheci o grande edifício de Mafra pelo nome de Convento de Mafra, e fazia todo o sentido, uma vez que foi mais usado nessas funções do que como residência real, como se sabe.

Depois da saída definitiva dos frades em 1834, boa parte do monumento foi ocupada pelos militares, depois por diversas repartições públicas. O museu abriu em 1911, tendo o conjunto arquitectónico sido anteriormente decretado Monumento Nacional em 1907.


Infelizmente o que se visita actualmente é maioritariamente o espaço do antigo Paço Real, a que se junta a Basílica (que tem entrada grátis), a enfermaria dos frades e a Biblioteca, ficando de fora quase tudo o que fazia parte do Convento, onde se encontram algumas salas que a nível arquitectónico serão das mais importantes, entre as quais se encontra a Sala dos Actos Literários.

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